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Quando o intercâmbio dá errado: o que fazer

by Suellen Kyl
Atualizado em 3 julho 2022 por Suellen Kyl

Você planejou tudo direitinho, mas quando o intercâmbio dá errado, o que fazer? Pois é, nem sempre as coisas saem como a gente planeja e precisamos saber o que fazer quando isso acontece.

Mas fazendo uma reflexão sobre o assunto, será mesmo que você pensou em tudo o que deveria ter pensado antes de começar o seu intercâmbio? Será que o fato do intercâmbio ter dado errado foi mero azar do destino?

Pois é, pode ser que você não tenha levado em consideração fatores fundamentais que acabaram fazendo toda diferença. Mas não se preocupe, o erro também faz parte do aprendizado e aqui eu vou mostrar para você quais foram os meus erros. Assim, você ficará mais atento e poderá evitar cometer os mesmos descuidos.

Afinal, é bem melhor aprender com o erro dos outros, não é mesmo?

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Homem sentado em cima da mala em uma estrada

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Por que o intercâmbio dá errado?

O intercâmbio dá errado por diversos motivos que já conhecemos: dificuldades de adaptação, expectativas fora da realidade, escolha do programa de intercâmbio errado e por aí vai. No entanto, esses são erros que já conhecemos e que podemos evitar fazendo um pouco mais de pesquisa e reflexão antes de se lançar na aventura.

Porém, existem outros erros que podemos classificar como menores, mas que quando vão se acumulando viram aquela bola de neve. Resultado: o intercâmbio dá errado e você tem que tomar uma decisão.

Expectativas fora da realidade

O intercâmbio é algo que faz as pessoas sonharem. Sonharem alto, muito alto. Isso acaba fazendo com que as expectativas que vão sendo acumuladas, acabem não refletindo a realidade da vida. Com isso vem a frustração, a motivação desce ladeira abaixo e você nem sabe mais o que está fazendo.

Não é que você não deva ter expectativas, afinal todo mundo espera alguma coisa de um intercâmbio. Mas elas devem ter um limite, devem ser alcançáveis. Por isso o trabalho de pesquisa é tão importante e não deve ser negligenciado.

Veja quais são as coisas que fazem falta quando moramos no exterior.

Dificuldades de adaptação

Essa é sem dúvida o motivo campeão pelo qual o intercâmbio dá errado. E ele pode se manifestar de diversas formas.

Vão existir pessoas que vão entender o seu limite e vão desistir. Isso é compreensível, afinal morar fora do país não é tarefa fácil. E isso é algo que você não tem muito como prever antes de partir para a aventura, principalmente se você nunca saiu de casa.

Nem sempre morar longe, em um país estranho, com uma língua e cultura diferentes vai dar certo. Existem pessoas que não se adaptam, por mais que tentem fazer o intercâmbio dar certo.

Escolha do programa de intercâmbio errado

Às vezes aquele intercâmbio dos sonhos não é acessível financeiramente e você decide fazer outro. Afinal, tudo que você quer é morar fora do país e viver a experiência que as pessoas tanto falam. Mas você não levou em consideração o que esse intercâmbio tem a oferecer e o que você espera dele.

Muitas vezes é difícil fazer aquele intercâmbio que tanto sonhamos. Mas quando resolvemos optar por outro, devemos ter a certeza de que ele pode ser um substituto à altura. Ou então você deve repensar os seus objetivos e alinhá-los ao novo programa de intercâmbio. Caso contrário, as chances de dar errado são grandes.

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O que fazer quando o intercâmbio dá errado

É fato, você sabe quando as coisas não estão dando certo. Pode ser difícil admitir, mas você sente quando não está legal nem para você e nem para quem você está convivendo. Então como sair dessa situação complicada?

Quando eu senti que o meu intercâmbio estava dando errado, eu tentei fingir que não estava. Eu ainda pensava que as coisas poderiam ser resolvidas, que talvez com o tempo tudo entraria nos eixos. Isso só fez prolongar o sofrimento de estar fazendo algo que não me fazia feliz.

Momento de reflexão

Por que está dando errado? O que fazer para que dê certo? É tangível? Para onde ir e o que fazer se você desistir do intercâmbio? Todas essas perguntas precisam de uma resposta antes que você dê o primeiro passo.

É importante entender o porquê do intercâmbio estar dando errado para que você não saia de um problema para cair em outro. Já pensou, por exemplo, trocar de família quando na verdade o problema em si não era a família, mas sim você?

Pense quais são as suas opções. Tem como continuar no país se você desistir do intercâmbio? Quais são as suas possibilidades? Você tem meios para viver enquanto não tem um salário? Você quer realmente continuar no exterior, ou será que voltar para casa não é a melhor opção? As respostas para essas perguntas, só você sabe.

O que importa mesmo é que você reflita e responda a todas essas perguntas antes de dar o primeiro passo. Tenha a certeza de que sabe o que está fazendo e que você sabe o que quer.

Dando o primeiro passo

Eu hesitei várias vezes em dar o primeiro passo. Eu queria falar com a família e dizer que não estava dando certo. Mas eu não sabia como, eu tinha vergonha de admitir que aquilo talvez não fosse para mim. Por isso, caso você se encontre na mesma situação, reflita e dê o primeiro passo.

O que aconteceu é que com o tempo, a família também entendeu que aquilo não era o que eles estavam procurando. Eu não consegui me adaptar à criança, não estava disposta a compartilhar momentos com a família fora do meu horário de trabalho.

Depois de 1 semana de férias com eles, ficou claro que aquilo não estava dando certo. Sentamos, conversamos e entramos em acordo. Eu só consigo me lembrar de como me senti livre e feliz naquele dia, quando eu finalmente tive a confirmação de que o meu intercâmbio teria um fim.

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O recomeço

Nada melhor do que a sensação de ter se livrado de um martírio. Sim, um intercâmbio que dá errado pode ter esse peso, o de ser um martírio. Ele drena todas as suas energias, te deixa para baixo, desmotivado. Agora que tudo acabou, é hora de erguer a cabeça e concentrar a sua energia no seu novo propósito.

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O que eu teria feito de diferente no meu intercâmbio?

Quando eu resolvi ser au pair na França, meus objetivos não estavam alinhados com o que o programa tinha a oferecer. Aliás, depois de 2 anos como au pair nos Estados Unidos, ser au pair já não era algo que eu realmente queria fazer. Essa era apenas uma forma de conseguir chegar onde eu queria chegar.

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Porém, eu achava que o estresse de ser au pair nos Estados Unidos estava apagando o brilho que uma nova oportunidade em um novo país trazia. Eu estava sendo dramática e sofrendo por antecipação, eu pensava.

A realidade é que ser au pair é uma tarefa desgastante. Você aprende muita coisa em pouco tempo, mas também tem que ter muito jogo de cintura e saber adaptar as suas expectativas ao mesmo tempo que lida com a própria adaptação. E fazer tudo isso de novo, começar do zero, nem sempre é uma boa ideia. E para mim, não foi.

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Conflito de expectativas

Uma coisa que eu já sabia antes de ir para a França, mesmo antes de começar o intercâmbio, é que as expectativas da família não estavam alinhadas com as minhas expectativas.

Depois de 2 anos como au pair, toda aquela história de “ser membro da família, compartilhar a sua cultura” já perdeu o brilho. Eu já tinha me frustrado com isso e tinha decidido que queria apenas fazer o meu trabalho com as crianças e ir embora para o meu canto no final do dia.

Já a família estava esperando uma troca cultural. Eles esperavam que eu ficasse para jantar com eles, conversasse, tivesse um momento em família. Eu era a primeira au pair e eles já tinham tido babá. Eles não estavam procurando apenas alguém para cuidar das crianças, eles queriam aprender também. Mas eu não estava na mesma vibe.

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Falta de paciência

Eu já não tinha aquela paciência toda para resolver conflitos e fazer as coisas darem certo. Eu não queria mais ter que gastar tempo e energia vendo que aquilo não daria certo, especialmente depois do que eu fiquei sabendo.

Depois de refletir eu cheguei à conclusão que aquilo não era para mim. Eu tinha outras opções e o que eu estava fazendo não valia a pena. Era hora de tomar uma decisão.

Idade das crianças

Eu tinha experiência com bebês e gostava de cuidar de crianças menores de 2 anos. Mesmo que as famílias que trabalhei nos Estados Unidos tinham crianças maiores, eu não era responsável por elas. Eu sabia que eu não levava jeito para crianças maiores, mas quando pensei que o intercâmbio de au pair na França tinha bem menos horas semanais e que eu ficaria apenas algumas horas por dia com a criança, eu achei que não teria problema. Um grande erro!

Um detalhe que eu não levei em consideração

Durante a entrevista, a família disse que em várias ocasiões que o menino de 3 anos e meio precisava de uma pessoa rígida, que soubesse impor limites. Quando eu ouvi isso, pensei: e qual criança no alto dos seus 3 anos e meio não precisa de limites? Aliás, isso foi até algo que me deixou contente. Nos Estados Unidos, os pais eram muito permissivos no meu ponto de vista. A educação francesa parecia aliada ao meu ponto de vista.

Só que o que eles estavam querendo dizer, era que a criança era difícil. Logo quando cheguei, já percebi que eles tinham dificuldades para fazer com que ele se comportasse, obedecesse. Lembro da sensação que eu tive de que aquilo já estava começando mal.

Com o tempo eu confirmei que a criança era mesmo difícil e que o problema ia além do meu nível de francês. Uma vez estava no parque e uma babá que estava com um grupo de babás veio puxar conversa perguntando se eu era a nova babá. Disse que sim e ela me respondeu “você tem coragem, boa sorte!”.

Fiquei intrigada e perguntei por que. Ela me disse que várias outras já tinham desistido e que a criança já era conhecida. nem preciso dizer que depois desse dia eu fiquei com uma pulga atrás da orelha.

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