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Viagem de avião com crianças: Relato e dicas

by Suellen Kyl
Atualizado em 6 maio 2022 por Suellen Kyl

Uma viagem de avião com crianças causa medo em muitos adultos. Se viajar de avião já é desconfortável e cansativo para um adulto, o que dizer então dessa experiência para uma criança? Realmente, viajar de avião pode não ser a parte mais interessante da viagem, mas ela não precisa ser a mais estressante.

Mas uma viagem de avião com crianças pequenas não é um desafio? E com duas crianças pequenas? É possível ter um voo tranquilo mesmo viajando sozinho com crianças? Tendo experiência no assunto, posso dizer que o desafio maior é controlar as nossas próprias emoções.

O que você precisa saber sobre viagem de avião com crianças

Primeiro é preciso ter em mente que precisamos lidar com dois tipos de situação: aquilo que é previsível e o que não é previsível. Sendo assim, você deve encontrar formas de resolver problemas que você conhece. Por exemplo, se você sabe que a criança é bastante seletiva e raramente come algo diferente, opte por levar a sua comida e petiscos. Ou se você sabe que ela só dorme com um bichinho de pelúcia ou cheirinho, leve se possível dois.

Uma viagem de avião é estressante e cansativa. A rotina muda, os horários mudam, e o mínimo que podemos fazer para tentar compensar tudo isso é promovendo um ambiente o mais próximo possível do que a criança está acostumada.

Viagem de avião com crianças sozinha em voo internacional
Duas crianças, um adulto e um voo de 11h. Foto: Guia do Estrangeiro

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Saiba gerenciar as suas expectativas

Você vai tentar fazer o melhor possível, mas isso não significa que as crianças vão entender exatamente da forma como você gostaria que elas entendessem. Pode ser que você leve brinquedos que você acha que eles gostam e que vão ser super úteis durante o voo, mas que no final das contas não vão ser usados.

Ou então pode ser que você faça uma comidinha caprichada para ter certeza de que eles vão se alimentar corretamente durante o voo, mas eles acabam nem tocando na comida. Assim como não podemos prever o nosso humor no dia do voo, não dá para prever como as crianças vão reagir. Tente fazer o que você acha melhor, mas mantenha as suas expectativas baixas.

Faça um planejamento adequado

Pense em tudo o que você pode usar durante o voo, o que você já tem e o que você gostaria de ter. Existem muitos produtos que são lançados e que visam facilitar a viagem com crianças. Porém, tenha certeza de comprá-los com antecedência para que você possa entender bem como funcionam. Nem sempre aquele produto que parece incrível vai ser adequado para você e para suas crianças.

Nesse sentido, fique atento para não levar mais coisas do que deveria, ou de acabar complicando coisas simples. Se você acha que certo produto vai ser útil, faça um teste em casa se possível. Pode ser que a sua criança não consiga entender como funciona um certo tipo de copo por exemplo e vai preferir tomar na boa e velha mamadeira.

Viagem de avião com crianças: minha experiência

Viajar de avião com crianças já é um costume que começou bem cedo. A primeira viagem internacional de avião sozinha com um bebê foi quando ele tinha 3 meses. Essa eu considero como uma das viagens mais fáceis que fiz até hoje. Depois disso, o nível de dificuldade foi aumentando, até chegar no último nível: viajar de avião sozinha com um bebê de 23 meses e uma criança de 4 anos.

Uma das coisas que mais fazem diferença, é a organização. É preciso organizar o que vai na mala despachada e o que vai na mala de mão. Sempre com o mesmo mantra em mente: preciso ter apenas o essencial comigo, quanto menos coisas, melhor. Porque né, com duas mãos e duas crianças eu não tinha muito como carregar tranqueiras.

Primeiro erro: excesso de bagagens

Mesmo eu já sabendo que quanto menos coisas, melhor, acabei passando da dose. Tive a brilhante ideia de levar o meu computador e isso fez com que eu tivesse que levar uma mochila a mais. Foi um verdadeiro caos e o computador não serviu para praticamente nada durante a viagem.

Segundo erro: achar que tinha muito tempo

Cheguei bem tranquila no aeroporto achando que tinha muito tempo e não precisava correr. No final das contas, o portão era super longe e eu acabei sendo uma das últimas a embarcar.

Como foi o voo com duas crianças

Apesar de todo o estresse, as crianças estavam bem contentes e o voo correu relativamente fácil. Consegui fazê-los dormir e graças à BedBox que eu tinha comprado para testar nesse voo, as crianças tiveram um pouco de mais espaço e conforto.

Durante o voo, é essencial para mim que eles durmam bem. Quando as crianças estão bem alimentadas e dormem bem, é mais fácil ter um voo tranquilo. Vale lembrar que os recursos que temos para acalmar as crianças durante o voo são limitados, então o melhor a fazer é limitar os motivos de possíveis frustrações.

Como eu já tinha previsto, eles não quiseram a comida servida no avião. Por isso, tanto na ida quanto na volta, fiz questão de alimentá-los antes de embarcar. Uma vantagem do nosso voo é que ele era noturno, então tivemos pouco tempo para brincar e assistir algum filme antes que a janta fosse servida.

Um ponto importante é sempre explicar para as crianças o que vai acontecer e como vai acontecer. Por exemplo, eu expliquei que iríamos assistir, depois a “moça” ia servir o jantar e quando as luzes do avião se apagassem, era hora de desligar a TV e dormir. Assim que as luzes se apagaram, meu menino de 4 anos virou para mim e disse: “ficou escuro, é hora de dormir”. Ele desligou a TV e se aconchegou para dormir sem contestar.

Voo noturno com crianças

A escolha de um voo noturno sempre que possível quando se trata de um voo de longa distância, é certamente a melhor escolha. Porém, nem sempre podemos ter a sorte de ter um voo noturno. Nesse caso, você vai precisar se preparar ainda melhor para conseguir entreter as crianças durante o voo.

Dependendo da idade pode ser mais ou menos difícil encontrar algo que distraia os pequenos. Mas vamos ver uma lista com ideias de brinquedos para distrair as crianças durante o voo:

Lidando com as birras durante o voo

Quanto menor a criança, mais propensa a fazer birras durante o voo ela vai estar. É difícil para um pequeno entender que o seu espaço é limitado, que ele deve falar baixo e ficar calmo no assento durante várias horas. Por isso, uma das estratégias que eu adoto é a de reduzir ao máximo os motivos para começar uma crise de birra.

Isso não significa que todos os princípios e os limites que foram impostos e explicados até hoje não existam mais. O que eu tento fazer é adotar uma postura mais maleável para que a viagem possa correr tranquilamente. Por exemplo: por mais que doces durante a noite não sejam costume, pode ser o momento de abrir uma exceção. Por mais que você controle o tempo de tela, pode ser que você tenha que ser mais maleável a aceitar um tempo a mais de tela. Não é em um voo que tudo o que você plantou até hoje vai ficar perdido.

Prepare a sua viagem

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