Dificuldades de morar no exterior

morar no exterior

Deixar tudo para trás, trabalho, família, amigos e embarcar em uma grande aventura que é morar no exterior, poderá ser a melhor e a pior coisa que você pode fazer na vida. Toda aquela mistura de sentimentos, alegria, tristeza, ansiedade e curiosidade tudo junto e misturado no dia do embarque, com o tempo se transforma em coisas boas e ruins. Uma hora a gente se habitua ao lugar e tudo começa a se encaixar, mas antes disso acontecer passamos por algumas fazes, como:

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Idioma

Não é nada fácil aprender outro idioma. Estudamos durante anos no Brasil mas quando chegamos no país desejado percebemos que não sabemos praticamente nada e que tudo que achávamos que sabíamos não tem mais o mesmo sentido. Ter que ouvir um idioma que não dominamos o dia inteiro, todos os dias da semana não é fácil, e chega uma hora que você não vai mais suportar e não terá mais vontade de falar. Seja inglês, francês, alemão ou qualquer outro idioma. Tudo o que você vai desejar é o bom português, sua língua materna na qual você consegue entender e se expressar corretamente, sem ter que pensar em formar frases antes de falar.

Integração

Deixamos nosso país para trás, mas muitas vezes não estamos abertos a vivenciar uma nova cultura, não aceitamos o diferente e demoramos mais tempo para nos habituar. É preciso grande esforço para compreender os hábitos e as regras sociais do país de destino e mesmo assim preservar nossas origens.

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Solidão

Morar no exterior é conviver quase que diariamente com a solidão. O país é diferente, a cultura é diferente e fazer amigos pode não ser tão fácil como fazer amigos no Brasil. Muitas vezes temos que passar datas comemorativas sozinhos, pois a vida não é exatamente como mostra o facebook, ninguém vive rodeado de amigos em festas o tempo todo, cada um tem sua vida e talvez você não tenha aquele(a) amigo(a) que vai te ligar e avisar: estou passando aí...

Saudade

E ela chega, sempre chega, pode ser no início para te fazer pensar em desistir, pode ser depois de algum tempo de adaptação, mas aprendemos a matar a saudade via skype, WhatsApp, Facebook.... Percebemos que a vida continua, perdemos aniversários, nascimentos, natais... E nos perguntamos se é isso mesmo que queremos, mas como lidar com a vontade de estar lá e querer continuar aqui? Sofremos e nos questionamos, mas sabemos que fizemos a escolha certa.

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Deixo essa mensagem para vocês.

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. (Amyr Klink)

2 comments

  1. Paty 3 outubro, 2015 at 13:53 Responder

    Tudo tem seus dois lados, a quem escolher ir e vivenciar coisas novas mesmo enfrentando a distância, saudade e solidão e há quem escolha ficar e enfrentar a insegurança, a péssima qualidade de vida e o desrespeito geral.

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