Depoimento de Suellen, ex-Au pair nos EUA e na França - O início

Desde pequena, eu sempre imaginei que o mundo era mais do que eu via no meu dia-a-dia e a ideia de explorar o desconhecido sempre me fez mergulhar em horas e horas de pensamentos soltos, com a imaginação à toda a cada coisa nova que eu ouvia falar sobre tal ou tal país. Quando comentava com meu pai, ele sempre me dizia: vai que o mundo é seu! E foi o que eu fiz. 🙂

Quando cheguei no meu último ano de faculdade em 2009, minha cabeça começou a dar voltas e voltas pensando o que eu iria fazer depois que me formasse. Comecei a olhar mestrados e nenhum curso oferecido na minha cidade me interessava. E por alguma razão, mudar para outro estado também não estava na minha lista. Foi quando uma amiga me falou sobre o programa Au Pair.

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Quando ela começou a me contar, a primeira reação que tive foi de dizer que ela estava louca. Ser babá nos Estados Unidos? Totalmente fora de cogitação. Sempre fui cativada pela Europa e nunca me passou pela cabeça de morar nos Estados Unidos e muito menos morando na casa de estranhos. Nunca pensei nas minhas habilidades para cuidar de crianças, mas como sempre quis ser mãe, sempre fui do time que acredita nos instintos humanos.

depoimento de Suellen

O tempo passou e nada de achar o que eu faria da vida. Um certo dia, perambulando pela internet me lembrei do tal programa Au Pair e resolvi dar uma olhada no Google. O primeiro site que abri foi o Manual da Au Pair, um site bem famoso naquela época (não sei se ainda é). Lembro de ter ficado horas e horas lendo cada link e viajando na minha imaginação com as histórias. Saí procurando outros blogs e lendo sobre o dia-a-dia das au pairs, e aos poucos comecei a amadurecer a ideia. O totalmente fora de cogitação foi aos poucos se tornando um "porque não?

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Quando finalmente decidi que seria au pair nos Estados Unidos, tive que correr atrás do único requerimento que faltava para completar meu dossiê: a experiência com crianças. Tentei algumas escolinhas perto de casa mas nenhuma quis aceitar uma voluntária. E eu não conhecia ninguém que tivesse uma criança que eu pudesse tomar conta. Existia a possibilidade de forjar as experiências, mas como eu nunca tinha tido realmente nenhuma experiência com crianças, eu quis pelo menos ter as 200h mínimas exigidas.

Minha amiga e eu acabamos conseguindo vaga como voluntárias numa creche/ONG onde eu cuidava de crianças dos 3 meses à 4 anos para famílias de baixa renda. Começamos no berçário, 3 vezes por semana em meio período. Tive momentos legais, momentos tristes, momentos desagradáveis e muitas recordações. Trocar fralda pela primeira vez foi um martírio e mal sabia eu o que me esperava mais pra frente...

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