Como é a entrevista para o visto de au pair no consulado americano

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Uma das etapas mais tensas do processo para ser au pair nos Estados Unidos é a parte do visto. Além de ser caro, o processo de obtenção pode ser bem estressante, principalmente se você não tiver muitas provas de que vai voltar ou de que você tem como justificar que está indo realmente por causa do intercâmbio. Ainda que os reais motivos pelos quais o cônsul decide aprovar ou negar o visto das au pairs não sejam bem claros, é certo que quanto mais calma e quanto mais firmeza você mostrar em cada resposta, as suas chances vão certamente aumentar. Olhar sempre nos olhos também é um detalhe que muita gente esquece, mas que é muito importante.

Confira como foi a minha primeira entrevista do visto no consulado americano em São Paulo:

 

"Arrumei o despertador do hotel pra despertar 5:20. Testei e tal pra ver se funcionava mesmo e funcionou perfeitamente. Mas como sou uma pessoa desconfiada por natureza, resolvi por meu celular pra despertar também. E advinha? O despertador do hotel nem deu sinal de vida.

Saí naquele escuro. Pelo mapa o consulado não ficava longe, mas como estava escuro era melhor não arriscar, então peguei um táxi. Tirei tudo da bolsa e deixei o celular, só levei o que ia usar mesmo.

Quando cheguei já tinha uma pequena fila. Teve uma hora que uma menina de óculos atravessou a rua e eu achei que era a Carol, mas fiquei com vergonha de não ser e eu ficar com cara de tacho. Hahahaha

Acabou que entramos e quando estávamos na fila lá dentro, quando as moças passam pedindo a página de confirmação do DS 160 e a foto, essa menina me vira e pergunta se eu era a Suellen. Não é que era a Carol mesmo? ;P

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Ficamos conversando, passamos pra pegar as senhas, depois passamos pela pré entrevista e ficamos esperando pra colher a digitais. Sentamos perto e ficamos conversando... Tinha um poste com uma placa bem na nossa frente que não deixava ver a TV com as próximas senhas, mas a gente sempre ficava esticando o pescoço pra ver... Não é que quando a gente tava conversando aparece a senha dela no guichê lá? Ela disse que o cara ficou muito puto... x.x

A minha demorou mais um pouco e a moça que tava do meu lado avisou que a minha senha tava aparecendo lá. Como sou tapada fui na fila errada e só depois me liguei onde era, mas deu tempo de consertar a burrice ;P

Depois fiquei esperando pra entrevista. Só tinha 1 guichê aberto ainda, o do moço bonitinho do 14, mas que perguntava demais... Ele ficou uns 10 minutos com uma menina. Depois foi lá pra dentro e deixou ela esperando mais um tempão, voltou e fez mais trocentas perguntas... Só via ela passando papel por debaixo do vidro para ele.... tenso o.O

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Fiquei esperando e torcendo pra não cair no guichê do moço bonitinho... Outros guichês foram abrindo e quando eu estava perto de levantar pra esperar na frente do guichê que a minha sorte mandar. Foi de uma moça com cara amistosa ao lado do guichê do moço bonitinho, acho. Quando a pessoa que ela tava entrevistado antes saiu, ela ficou digitando mais algumas coisas e fez sinal pra eu avançar. Segue a entrevista abaixo:

C = Consul
E = Eu (super criativa)

E = Bom dia (cara de confiante e sorrisinho simples)
C = Bom dia
E = (entrego passaporte com ds/foto e sevis dentro)
C = Você estuda inglês?
E = Não no momento. Estudei na escola desde pequena.
C = Can you tell me why you decided to be an au pair?
E = Well, I want to know the american culture and improve my english to when I come back. (em inglês capenga bem assim mesmo, tinha milhares de frases pra responder essa pergunta mas minha boca resolveu dizer isso na hora)
C = What do you do now?
E = I finished my college last year and I'm working as a volunteer in a daycare.
C = jgkfhgkhfdkgbjfd daycare?
E = (cara de "que diabos essa mulher disse?") It's a... hmmm... é uma ong. (depois disso a entrevista foi em português)
C = Uma ong? qual o nome?
E = Meimei
C = (digita, digita, digita)
C = Vc trabalha em outra coisa fora o daycare?
E = Não
C = Vc já esteve nos EUA?
E = Não
C = O que seus pais fazem?
E = Meu pai é... e minha mãe... (gesticulei com a mão pra responder isso sei la pq)
C = (não lembro a pergunta, algo a ver com família)
E = A minha daqui?
C = (não lembro o que ela disse)
E = (eu me achando meio retardada, não lembro o que respondi tb, acho que foi não)
C = Vc tem irmãos?
E = 1 irmã
C = Mais velha?
E = Não, mais nova.
C = O que ela faz?
E = Ela tem 14 anos (dããã! ela perguntou o que ela faz, não a idade mas minha boca quis responder isso ahaha)
C = Ok. (cara de então tá)
C = Você mora com seus pais?
E = Sim.
C = (pega o passaporte com os papéis dentro, destaca o papelzinho amarelo que tá junto, digita, digita, digita, escreve no papel)
C = Pode pagar a taxa do sedex.
E = Obrigada. (sorrizinho)
C = (sorrizinho discreto)

Saí e fui pagar a taxa que deu 42 reais. Ao sair, ainda não me sentia aliviada nem nada. Era aquela sensação estranha de não sentir absolutamente nada. Enquanto conversava com a Carol eu disse que me sentia como se estivesse numa fila de banco e não ali tirando meu visto que era essencial pra minha viagem. Ela não me pediu 1 documento sequer."

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