As dificuldades de uma Au Pair na França

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Se você começou a se interessar e a pesquisar pelo programa Au Pair, deve ter percebido que a quantidade de blogs de au pairs no mundo todo é imensa. E o que a maioria deles mostra? As viagens, as diversões, as compras, os amigos... Tudo que faz do intercâmbio o sonho de consumo de muitos jovens. Mas na vida real, é um pouco diferente.

Não podemos dizer que as viagens, as diversões, as compras e os amigos não fazem parte do programa. Na verdade, eles fazem parte de um "pacote" no qual também podemos encontrar a parte não tão legal disso tudo: as dificuldades. Estas vão variar de pessoa para pessoa e depender da sua capacidade de adaptação, sua flexibilidade e os seus limites. E para conhecer tudo isso, é necessário que conheçamos muito bem nós mesmos.

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Uma das dificuldades sentidas pela maioria dos(as) au pairs é a barreira da língua. Por mais que você tenha estudado no Brasil, conversar e entender o que um nativo fala não é tão simples assim. O vocabulário infantil é complicado, principalmente se a criança tiver menos de 3 anos e não souber falar direito, ou for adolescente com suas gírias e jargões. Essa dificuldade só será ultrapassada com o tempo, muito estudo e muita dedicação da parte da au pair.

A aceitação de uma cultura diferente é outro ponto crucial. É preciso ser flexível e mente aberta para aceitar o novo. Lembre-se que nada é certo ou errado - tudo depende do ponto de vista. É certo comer iogurte depois das refeições? No Brasil não temos esse costume, mas na França isso é bem comum. É errado começar a comer sem que todos estejam sentados à mesa? Dependendo de como você foi criado no Brasil, isso pode ser considerado errado ou não. Na França, é falta de educação começar a comer antes que todos estejam à mesa. E sim, eles vão reparar nisso.

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A saudade da família e dos amigos leva muitos(as) au pairs a desistirem do programa, mesmo que tudo esteja tranquilo em relação à família que estão trabalhando e as crianças. Nesse ponto, cada um precisa encontrar o seu próprio ponto de equilíbrio. Talvez sair e fazer novos amigos possa ser uma maneira de espantar a homesick. Talvez fazer planos para viajar, do que comprar ou até mesmo planos para o que você vai fazer depois do programa de au pair (um mestrado na França por exemplo) pode ser uma forma de motivação para seguir em frente. Existem pessoas que mesmo com tudo isso não conseguem continuar. É dever de cada um(a) conhecer o seu limite.

E a diversão, existe? É claro que existe e não podemos esquecer que essa é uma das motivações para largar o conforto de casa. Mas para que a diversão exista, é necessário conhecermos e superarmos as dificuldades do caminho. Força e foco serão as palavras-chave do seu sucesso. Boa sorte!

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